quarta-feira, 27 de maio de 2015

terça-feira, 26 de maio de 2015

Flash Mercado - 26/05/2015

ICC volta a cair em maio
por Ricardo Faria
A confiança dos consumidores vinha em queda desde outubro/2014, subiu em abril e agora em maio volta a cair. A Sondagem de Expectativas do Consumidor da FGV mostrou o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) em queda de 0,6% contra abril, passando de 85,6 pontos para 85,1 pontos, bem abaixo da média histórica recente (112,8 pontos).

O ICC segue acompanhando os outros índices apurados pela FGV, como na área de Construção, por exemplo. Os desequilíbrios dos principais fundamentos da economia (fiscal, aperto monetário, inflação, contas externas,...) vêm gerando esse mal-estar nos agentes, com menor confiança e piorando o patamar histórico, mesmo com alguns avanços na implementação das medidas de ajustes fiscais e o corte no Orçamento. Cabe citar que a faixa de renda familiar que mais vem sentido os efeitos desfavoráveis da atual conjuntura está na faixa de R$ 4.800,01 a R$ 9.600,00, registrando queda de 4,1% em maio, segundo a Sondagem.

Pela Sondagem, a queda do ICC foi motivada pela piora da situação atual, com o Índice da Situação Atual (ISA) caindo 1,5%, ao atingir 79,1 pontos. Quanto às expectativas em relação aos meses futuros, o Índice de Expectativas (IE) subiu 0,3%, indo a 88,4 pontos.

Segundo a FGV, “o resultado positivo de abril não se sustentou e o ICC voltou a recuar em maio. O movimento foi determinado pela diminuição da satisfação com a situação presente principalmente no que se refere à situação financeira das famílias. A avaliação desfavorável da situação financeira familiar está relacionada à piora do mercado de trabalho, aceleração da inflação e aumento do nível de endividamento dos consumidores.”

Nossa opinião. A piora do mercado de trabalho, com aumento do desemprego, além do aperto monetário, diminuindo o poder de compra dos consumidores, associada à elevação do nível de inadimplência, manterá a confiança do consumidor em baixa ao longo do ano, com menor perspectiva de melhora a médio prazo (próximos doze meses).

ICST caiu 5,1% em maio
por Ricardo Faria
Segundo a Sondagem da Construção da FGV, o Índice de Confiança da Construção (ICST) registrou queda de 5,1% em maio em relação ao mês anterior, após elevação de 0,5% em abril, passando de 76,8 pontos para 72,9 pontos, menor nível da série iniciada em julho/2010. Este veio no bojo de outro forte recuo na Sondagem do Consumidor, divulgada nesta semana.

Analisando-se os componentes do ICST de maio, observa-se a continuidade da queda do setor, pois houve significativa piora da percepção do empresariado em relação à situação corrente dos negócios, com queda de 6,2% no Índice da Situação Atual (ISA-CST) e no recuo de 4,3% no Índice de Expectativas (IE-CST).

Segundo a FGV, “a queda na demanda está se traduzindo em uma severa redução da atividade setorial. Este cenário se complica com as dificuldades em relação ao crédito. Além das famílias, que estão sofrendo com a elevação das taxas de juros, as empresas também estão reportando aumento da dificuldade de acesso ao crédito a cada sondagem, o que afeta diretamente as possibilidades de recuperação do setor.”

Nossa opinião. Como foi citado na Sondagem, o aperto monetário vem sendo grande entrave do setor, tanto na porta da oferta de novos empreendimentos pelas empresas como do lado do tomador, das famílias que vem perdendo o seu poder aquisitivo. Além disso, existem as questões conjunturais ainda longe do ideal ao setor, com restrição Orçamentária em curso, reduzindo alguns benefícios e estímulos ao setor. Por outro lado, com o mercado superando estes “gargalos” por linha de financiamento e as medidas fiscais trazendo algum equilíbrio das contas públicas, é que será possível prospectar melhora da confiança.

IPC-FIPE mantém desaceleração em maio
por Ricardo Faria
A Fipe divulgou a 3ª quadrissemana do IPC de maio no município de São Paulo, registrando inflação de 0,70%, ante 0,83% da quadrissemana anterior.

Este resultado foi influenciado pela desaceleração de cinco dos sete grupos pesquisados, com destaque para Habitação (de 1,26% para 0,97%), sendo a maior contribuição (0,2982 p.p.) no índice, seguido por Alimentação (de 0,82% para 0,76%), que contribuiu com 0,1735 p.p.. O IPC não foi menor devido ao movimento contrário dos grupos Transporte (de 0,39% para 0,41%) e Despesas Pessoais (de 0,13% para 0,17%).

Nossa opinião. O IPC vem mantendo, gradativamente, diluição dos repasses dos preços administrados, em particular a tarifa de energia elétrica. Por ora, projetamos o IPC encerrando maio em torno de 0,55%.

EUA:
Confiança do consumidor norte-americano avança
por Thiago Garcia
A Conference Board informou que o índice de confiança do consumidor norte-americano avançou de 94,3 pontos em abril (dado revisado) para 95,4 pontos em maio. O dado ficou acima da expectativa média do mercado (94,0 pontos).

A alta foi impulsionada pelo subíndice de situação presente, que avançou para 108,1 pontos neste mês, de 105,1 pontos em abril. Por outro lado, o subíndice de expectativas caiu para 86,9 pontos, de 87,1 pontos.

Financiamento Imobiliário nos EUA
por Alexsandro Nishimura
A Agência Federal de Financiamento Imobiliário (FHFA) divulgou hoje o Índice de Preços de Moradias dos Estados Unidos, que avançou 0,3% em março. No mês anterior, o dado apresentou alta de 0,6% (dado revisado de alta de 0,7%).

Índice S&P Case Shiller
por Alexsandro Nishimura
De acordo com o índice S&P/Case-Shiller os preços dos imóveis residenciais nas 20 maiores cidades norte-americanas registraram alta de 5,0% em março. Era esperado que o índice apresentasse avanço de 4,6%.

No mesmo relatório foi informado que o índice de preços para as 10 maiores cidades do país avançou 4,7% ao ano até março.

Encomendas de bens duráveis recuam nos EUA
por Alexsandro Nishimura
De acordo com os dados divulgados hoje pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos, as encomendas de bens duráveis recuaram 0,5% em abril, quando se esperava declínio de 0,6%. No mês anterior, o indicador subiu 5,1% (dado revisado de 4,4%). Quando excluídos os dados de transportes, o Índice subiu 0,5%, contra projeção de elevação de 0,3%.





Fechamento dos Mercados








Índice
Cotação
Variação%








Ibovespa
53.628
-1,80%








Dow Jones
18.022
-1,15%








Nasdaq
5.025
-1,25%



















Maiores Altas Ibovespa








Ativo
Cotação
Variação%








OIBR4
6,47
3,19%








SUZB5
16,15
3,13%








USIM5
5,44
2,64%








POMO4
2,88
1,77%








TIMP3
9,28
1,75%



















Maiores Baixas Ibovespa








Ativo
Cotação
Variação%








ELET3
6,65
-5,27%








ECOR3
7,76
-5,13%








KROT3
12,22
-4,08%








ESTC3
17,66
-4,02%








BRKM5
12,92
-4,01%





Dólar:
O dólar comercial opera com alta de 1,84%, cotado na venda a R$ 3,155.


Fonte: Onde Investir by Lopes Filho, site Exame, site InfoMoney.
Atendimento Souza Barros – São Paulo
(11)3292-6900 / 0800 77 123 00

Boletim Diário - 26/05/2015

Agenda
Na terça-feira a Fipe divulgará a 3ª quadrissemana do IPC deste mês, com expectativa de 0,75%, ante a variação de 0,83% na semana anterior. Também será divulgada a Sondagem da Construção e do Consumidor de maio e o Bacen anunciará dados do setor externo de abril. Nos EUA serão divulgadas as encomendas de bens duráveis de abril, o Índice de Preços de Imóveis Case-Shiller de março, os números da Agência Federal de Financiamento Imobiliário (FHFA) de março, as vendas de imóveis novos em abril e o Índice de Confiança do Consumidor deste mês.

Fechamento 25/05
O Ibovespa iniciou esta segunda-feira em baixa, com investidores ainda apreensivos com possíveis desentendimentos na equipe econômica do governo, após a divulgação do corte orçamentário para este ano, de R$ 69,9 bilhões, na sexta-feira. Porém, após o discurso do ministro Joaquim Levy, os agentes do mercado se tranqüilizaram, possibilitando a virada para o campo positivo do principal índice da bolsa paulista.

As declarações do próprio ministro Levy e do Chefe da Casa Civil Aloísio Mercadante, de que o ajuste fiscal é inadiável e o governo não deve ceder às pressões políticas colaboraram para amenizar as preocupações dos investidores.

Desta forma o Ibovespa registrou valorização de 0,43%, aos 54.609 pontos. O volume negociado, entretanto, foi baixo, de R$ 3,6 bilhões. Isto foi principalmente pelos feriados nos EUA e alguns países europeus, que retiraram liquidez dos mercados.





Fechamento dos Mercados








Índice
Cotação
Variação%








Ibovespa
54.609
0,43%



















Maiores Altas Ibovespa








Ativo
Cotação
Variação%








ELET6
9,78
6,07%








ELET3
7,02
4,77%








BBAS3
24,2
3,64%








CMIG4
14,86
3,12%








CPLE6
34,6
2,88%



















Maiores Baixas Ibovespa








Ativo
Cotação
Variação%








POMO4
2,83
-3,41%








ESTC3
18,4
-2,64%








MRFG3
4,14
-2,35%








PETR4
12,8
-2,14%








OIBR4
6,27
-2,03%





Dólar
O dólar fechou em alta de 0,89%, cotado na venda a R$ 3,125.


Fonte: Onde Investir by Lopes Filho, site Exame, site InfoMoney.
Atendimento Souza Barros - São Paulo
(11) 3292-6900 / 0800 77 123 00

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